O olho humano capta o amarelo com mais facilidade do que a maioria das outras cores, o que torna essa tonalidade útil para marcar entradas ou dar vida a áreas grandes vistas de longe. Girassol, alamanda, tagetes, gérbera, zínia, crisântemo, onze-horas e hibisco amarelo cumprem bem esse papel, mas quase todos pedem bastante sol, porque é a luz forte que sustenta a produção de botões nessas espécies. Em cantos de meia-sombra, o amarelo-claro ainda ajuda, já que reflete parte da pouca luz disponível e clareia visualmente o espaço.
Como o amarelo e o roxo ficam em lados opostos do círculo de cores, colocá-los juntos — lavanda, agapanto ou amor-perfeito ao lado do amarelo — produz o contraste mais forte do jardim; ao lado de laranja e vermelho, o efeito é de harmonia, porque as cores estão mais próximas entre si. Em excesso, porém, o amarelo cansa a vista com rapidez, então, em espaços pequenos, intercalar pontos amarelos ao longo do canteiro costuma funcionar melhor do que concentrar tudo numa única área, já que o olhar é conduzido de um ponto a outro em vez de travar num só lugar.
Abelhas enxergam o amarelo com facilidade, e é por isso que girassol, zínia e cosmos amarelo recebem tantas visitas quando estão com o miolo exposto — flores muito dobradas escondem justamente a parte que o inseto procura. Para arranjos, girassol, gérbera e crisântemo amarelos aguentam bem alguns dias no vaso. Já a alamanda, uma das amarelas mais usadas em muros, produz seiva tóxica, o que exige colocá-la fora do alcance de crianças e animais que costumam mastigar folhas.