Por trás do termo 'flor tropical' está uma origem comum: regiões quentes e úmidas, sem estação de frio marcado. Essa origem explica o padrão que se repete nessas espécies — crescimento vigoroso, folhas largas e inflorescências que duram semanas, muitas vezes formadas por brácteas coloridas em vez de pétalas finas. Helicônia, bromélia, antúrio, alpínia, ixora e hibisco seguem esse molde e se adaptam bem do litoral ao interior do país. Algumas nasceram nas Américas, como a bromélia e a helicônia; outras vieram da Ásia, como o hibisco, e se tornaram tão comuns que parecem nativas.
Cultivar bem essas espécies depende de reproduzir, ainda que em parte, o ambiente de origem: calor, umidade no ar e solo rico em matéria orgânica. A luz, porém, varia bastante de uma espécie para outra, e ignorar isso custa flores. Hibisco e ixora pedem sol para formar botões em quantidade, enquanto antúrio e bromélia preferem claridade filtrada, sem sol pesado batendo direto. Ventos fortes também preocupam quem cultiva helicônia e alpínia, porque rasgam as folhas largas dessas plantas — por isso, vale posicioná-las protegidas por um muro ou por vegetação mais alta ao redor.
Nas regiões serranas e no Sul do país, o fator que decide o sucesso é o frio. Geadas queimam a folhagem e, em casos severos, derrubam a parte aérea inteira dessas espécies. Nesses locais, cultivar em vaso para recolher nas noites mais frias, ou plantar próximo a muros que retêm calor do dia, reduz bastante o estrago. Já em áreas quentes, mas de estação seca prolongada, o desafio inverte: falta umidade, não calor, e cobertura morta grossa somada a irrigação regular ajuda a manter a folhagem bonita até a volta das chuvas.