Chamamos de flor de corte a espécie com haste firme o bastante para sustentar um arranjo e durabilidade suficiente depois de colhida. Rosa, gérbera, crisântemo, girassol, dália, zínia, copo-de-leite, estrelítzia, helicônia e alpínia estão entre as mais usadas em buquês no Brasil. Cultivar algumas dessas espécies em casa tem uma vantagem extra: em zínia, dália e girassol, colher as flores incentiva a planta a produzir novos botões, porque ela deixa de gastar energia formando semente e passa a investir em floração nova.
O ponto de corte muda de espécie para espécie. A rosa deve ser colhida com o botão começando a abrir, porque segue abrindo no vaso; já a dália e a zínia precisam estar praticamente abertas no momento do corte, já que não evoluem muito depois disso. O melhor horário é de manhã bem cedo, quando a haste está hidratada ao máximo, e vale levar um balde com água para mergulhá-la assim que for cortada. Um corte em diagonal, com tesoura limpa e afiada, aumenta a área de absorção da haste e evita esmagar os vasos condutores de água.
Dentro de casa, retirar as folhas que ficariam submersas é essencial, porque elas apodrecem na água e aceleram o fim do arranjo. Trocar a água a cada dois dias, recortando um pouco da base das hastes a cada troca, prolonga bastante a vida das flores. O arranjo também rende mais longe de sol direto, de fontes de calor e de frutas maduras, que liberam gás etileno e acelerram o envelhecimento das pétalas. Espécies tropicais, como helicônia e alpínia, pedem ambiente mais úmido para durar, enquanto girassol e dália consomem bastante água e merecem o vaso sempre completo.