Sol pleno, em jardinagem, é a faixa de quatro a seis horas de sol direto por dia, e boa parte das floríferas rende ainda mais quando recebe o dia inteiro de exposição. Girassol, hibisco, primavera (buganvília), rosa-do-deserto, onze-horas, zínia e lantana só cobrem-se de flores nessas condições, porque a luz funciona como combustível direto para a planta formar botões — nenhum adubo substitui essa energia. Na sombra, essas mesmas espécies sobrevivem, mas crescem esticadas, florescem pouco e ficam mais vulneráveis a fungos, já que a folhagem fica mais tempo com umidade na superfície.
Comprar a espécie certa é só o primeiro passo: mudas de viveiro costumam vir de estufa sombreada e podem queimar se forem direto para o sol do meio-dia. Por isso, vale aclimatar aos poucos, começando pelo sol mais ameno da manhã e aumentando o tempo de exposição ao longo de uma ou duas semanas. Manchas brancas ou acastanhadas que aparecem logo depois do plantio costumam ser queimadura de adaptação, não doença; a folha afetada não se recupera, mas os brotos seguintes já nascem acostumados à luz forte, e a planta melhora de aparência em poucas semanas.
No Brasil, sol pleno quase sempre vem acompanhado de calor forte, o que muda a lógica da rega. Plantas no solo com cobertura morta seguram bem a umidade; já as de vaso podem secar completamente num único dia de verão. Regar fundo e cedo, em vez de pouco e todos os dias, estimula a raiz a crescer mais profunda e deixa a planta mais resistente à seca passageira. Vale notar também as superfícies em volta: piso claro, parede branca e vidro refletem luz e calor, então um vaso encostado nelas recebe mais insolação do que o resto do jardim.