Dezembro, janeiro e fevereiro formam o verão no hemisfério sul: dias longos, calor constante e, na maior parte do país, pancadas de chuva no fim da tarde. Esse combo favorece justamente as espécies que precisam de energia solar em dose alta para florescer bem: hibisco, hortênsia, girassol, zínia, onze-horas, vinca, alamanda, ixora, dália e helicônia atingem o ápice da temporada, e jardins de perfil tropical mostram a cara mais cheia do ano, com crescimento acelerado e floradas em sequência. No Nordeste, onde o regime de chuva segue outra lógica, o verão pode vir seco, e a rega ganha peso redobrado.
O calor empurra o consumo de água para cima, e o efeito é mais sentido nos vasos, que podem exigir rega diária ou até duas vezes num dia de sol forte em varanda exposta. No canteiro, uma camada de cobertura morta freia a evaporação e mantém a raiz protegida do aquecimento excessivo. Regar logo pela manhã rende melhor do que esperar a tarde, horário em que molhar a folhagem favorece fungos durante a noite. Quando a viagem de fim de ano é inevitável, reunir os vasos num canto de sombra e montar um sistema simples de autoirrigação ajuda a planta a passar alguns dias sem supervisão direta.
A outra face do verão é o excesso de água: vaso sem furo, pratinho sempre cheio e canteiro em terreno baixo favorecem raiz apodrecida, enquanto o ar mais úmido abre caminho para oídio e manchas na folhagem. Retirar folhas doentes, dar espaço generoso entre as plantas e suspender a rega em dias de chuva forte reduz bastante esse risco. Vento e granizo de temporal também quebram hastes altas, caso do girassol e da dália, então tutorar essas plantas antes da floração pesada evita perdas — e, depois de qualquer temporal, vale remover os galhos partidos para que fungos não entrem pelo corte.