No hemisfério sul, setembro marca o início da primavera, que segue até novembro, trazendo dias mais longos, temperaturas em alta e, na maior parte do território, o retorno das chuvas. Esse conjunto de sinais funciona como um gatilho para muitas espécies: a rosa entra no seu pico de floração do ano, o jasmim-estrela cobre muros e grades de perfume, a gardênia começa a abrir os primeiros botões, e amarílis, agapanto e hortênsia aproveitam o calor crescente para lançar hastes vistosas. É também quando plantas de vaso, que passaram o inverno praticamente paradas, retomam o crescimento com força.
Além das flores que já existem no jardim, a primavera é o momento certo para plantar o que vai florescer no resto do ano, porque o solo mais quente acelera o enraizamento e a chuva reduz a necessidade de regar manualmente. Vale usar essas semanas para semear zínia, cosmos e girassol, podar arbustos que já encerraram a floração e retomar a adubação, suspensa ou reduzida durante o inverno. É também uma boa janela para substituir plantas de vaso que cresceram demais para o recipiente e para repor a cobertura morta dos canteiros antes da chegada do calor mais forte.
O lado inverso da estação é o aumento de pragas, porque pulgões, cochonilhas e lagartas encontram nos brotos novos, tenros e cheios de seiva, o alimento ideal. Conferir a face inferior das folhas uma vez por semana permite agir no início do problema, com métodos simples, antes que a infestação cresça. Outro ponto que vale lembrar é que a primavera não chega igual em todo o Brasil: no Sul, ainda pode cair uma geada tardia em setembro, e no Centro-Oeste as primeiras chuvas consistentes às vezes só aparecem em outubro, mantendo a rega necessária até lá.